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O mistério das estrelas que desapareceram

Diário do Vale

Nove estrelas foram fotografadas em 1950 e sumiram sem deixar vestígios

Os astrônomos e astrofísicos são os detetives do espaço sideral. Eles adoram descobrir astros ocultos ou objetos perdidos na imensidão do espaço sideral. Geralmente um astro que aparece e desaparece no céu estrelado é chamado de transiente. Existem vários tipos de transientes bem conhecidos. Estrelas novas e supernovas que sofrem explosões e brilham por algumas semanas antes de se apagarem e desaparecerem na noite infinita. Mas até hoje os astrônomos não conseguiram explicar nove pontos de luz que apareceram em uma fotografia do céu em 1950 e depois sumiram para sempre.
A foto dos nove objetos foi feita durante uma pesquisa do céu realizada pelo Observatório de Monte Palomar, na Califórnia. Na época Monte Palomar abrigava o maior e mais poderoso telescópio do mundo. O refletor Hale de cinco metros de diâmetro. Com um instrumento tão poderoso os astrônomos de Palomar resolveram fazer uma Pesquisa do Céu, fotografando nossa galáxia e o Universo em todas as direções. Durante décadas essas fotos de 1950 serviram de referência para os astrônomos, muito antes da existência de outros telescópios mais poderosos como o Hubble.
Mas a pesquisa de Palomar revelou um grande mistério. Em uma das fotos apareceram nove pontos luminosos, em uma pequena região do céu. E esses pontos não estavam lá em fotos feitas em anos anteriores. E depois de alguns dias os nove pontos luminosos sumiram sem deixar vestígios. Fotos da mesma região, feitas com telescópios mais modernos também não revelaram nada. O mistério intrigou a astrofísica sueca Beatriz Villarroel, do Instituto Nórdico de Física Teórica de Estocolmo. Ela pesquisou o assunto e publicou os resultados na revista Nature. E seus resultados são surpreendentes.
A princípio Villarroel testou as explicações mais simples. Será que os pontos de luz seriam luzes de algum avião que sobrevoou o observatório naquela noite? Impossível. Os aviões tem luzes de navegação contínuas e teriam deixado traços na chapa fotográfica. Para obter imagens das estrelas é preciso usar longos tempos de exposição e uma esquadrilha de aviões teria deixado riscos contínuos na imagem. Outra hipótese é de que o filme fotográfico tenha sido contaminado por partículas de poeira radioativa dos testes com bombas atômicas feitos depois da Segunda Guerra Mundial. Partículas radioativas poderiam queimar o filme produzido pontos luminosos.
Acontece que não houve testes atômicos no ano de 1950. E naquela época a empresa Kodak embalava os filmes fotográficos, usados pelos astrônomos, em caixas blindadas contra radiação atômica. Outra hipótese sugere que algum astrônomo gripado espirrou e contaminou o filme. Mas outras fotografias feitas na mesma noite, pela mesma equipe não mostram nada de estranho. E a astrofísica sueca concluiu que satélites em órbita da Terra poderiam refletir a luz do Sol no espaço e produzir os tais pontos na chapa fotográfica. Um satélite ou espaçonave, em órbita geoestacionária parece imóvel no céu.
Mas essa hipótese tem um pequeno problema. O primeiro satélite artificial, o Sputnik da União Soviética só foi lançado em outubro de 1957. Não havia satélites em órbita em 1950. Pelo menos não satélites feitos por seres humanos. Será que Monte Palomar na verdade fotografou uma esquadrilha de OVNIs? Setenta e dois anos depois o mistério permanece.
Por Jorge Luiz Calife

Sumiram: As “estrelas” dentro dos círculos verdes nunca mais foram vistas.

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