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Ataques com drones a central petrolífera saudita podem fazer o preço do barril disparar nesta segunda

O Sul

Ataque atingiu duas instalações no centro da indústria petrolífera da Arábia Saudita. (Foto: Reprodução)

O preço do barril de petróleo poderá voltar a atingir a marca de US$ 100, segundo analistas, caso a Arábia Saudita não consiga retomar rapidamente a produção na central petrolífera atacada por drones no sábado (dia 14). A perda estimada com o ataque é de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia, de acordo com a estatal petrolífera Saudi Aramco, que equivalem a aproximadamente metade da produção do reino e 5% da produção mundial.

O grupo houthi, do Iêmen, alinhado ao Irã, reivindicou os ataques a duas instalações no centro da indústria petrolífera da Arábia Saudita: Abqaiq e Khurais.

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou neste sábado que está monitorando de perto a situação e que os mercados globais de petróleo estão atualmente “bem abastecidos, com amplos estoques comerciais”. E a Saudi Aramco informou por meio de nota que está trabalhando para recuperar a produção.

No entanto, fontes na indústria afirmam que podem levar semanas para que a produção volte ao normal.

Para o executivo-chefe da Onyx Commodities, Greg Newman, a expectativa é que o preço do Brent abra o mercado na segunda-feira com alta de US$ 2, podendo alcançar um aumento entre US$ 7 e US$ 10 no fim do dia.

“O mercado poderá ver um retorno ao patamar de US$ 100 o barril, caso não haja uma solução para o problema no curto prazo”, disse Newman.

Na sexta-feira passada (dia 13), o Brent encerrou o dia cotado a US$ 60,22 por barril.

Para Aymam Kamel, diretor da consultoria de risco político Eurasia Group, pode haver um aumento pequeno, de US$ 2 a US$ 3 o barril na segunda-feira, caso os danos causados pelos ataques não pareçam ser tão graves, com chance de ser resolvidos rapidamente. Porém, se o estrago às instalações da Aramco forem significativos, o aumento no preço do barril pode chegar a US$ 10.

“Os ataques podem complicar os planos de abertura de capital da Aramco, dados os riscos crescentes à segurança e o potencial impacto em sua avaliação”, aponta Kamel.

Na semana passada, a Aramco havia anunciado que estava pronta para fazer o lançamento da oferta pública inicial (IPO, em inglês), com venda de até 5% das suas ações em 2020 ou 2021, somando cerca de US$ 100 bilhões.

Consultor da gestora de ativos JP Morgan, Christian Malek avalia que o mercado vinha ignorando os riscos da região, focando apenas no crescimento de demanda e oferta de petróleo de xisto.

“Esse ataque introduz um novo tipo de risco ao mercado”, afirma Malek, que estima que o barril chegue a US$ 80 a US$ 90 nos próximos três a seis meses, no momento em que o mercado volta suas atenções para a geopolítica.

O consultor da Muse & Stancil, Tilak Doshi, comparou o ataque às instalações da Aramco aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

“No universo do petróleo, esse ataque é talvez equivalente ao 11 de setembro. Abqaiq é facilmente o centro de infraestrutura e produção de petróleo mais importante do mundo. Talvez agora os governos de toda a região asiática apoiem mais o rígido regime de sanções do governo dos Estados Unidos ao Irã”, avalia.

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