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MedTech | As 5 inovações científicas mais interessantes do mês [06/22]

Canaltech

A cada mês, o Canaltech separa as inovações científicas mais interessantes, em uma prova clara de que a medicina e a tecnologia caminham lado a lado. Em junho, acompanhamos juntos o potencial da inteligência artificial na detecção de doenças e transtornos, e descobrimos dispositivos diferenciados que prometem mudar de vez a visão acerca de determinados tratamentos. Confira:

Inteligência artificial na detecção da doença de Chagas

Inteligência artificial usa fotos de amostras de sangue para detectar doença de Chagas (Imagem: seventyfourimages/Envato)

E se pudéssemos detectar doenças através de fotos no celular? Pois essa é justamente a proposta de um grupo de cientistas brasileiros, do Instituto Evandro Chagas. Basicamente, eles fizeram um algoritmo que detecta e conta tripomastigotas do protozoário Trypanosoma cruzi — responsável pela doença de Chagas — com base em imagens de amostras de sangue, obtidas por câmeras de celular. Na prática, a novidade pode diminuir o custo e facilitar o processo de obter imagens para o exame.

Inteligência artificial capaz de encontrar sinais de autismo

Autismo pode ser detectado em padrões de fala (Imagem: Garakta-Studio/envato)

Outra das inovações científicas de junho é uma inteligência artificial capaz de detectar padrões de fala reproduzidos por crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA, mais conhecido como autismo) em diferentes idiomas. A ideia vem de cientistas da Northwestern University.

Crianças diagnosticadas com TEA geralmente falam mais devagar, e contam com diferenças no tom, entonação e ritmo. Com a tecnologia, a equipe pretende analisar gravações de crianças dentro e fora do espectro autista para entender essas diferenças. Assim, a ideia é prever o diagnóstico de autismo e servir como base para futuros trabalhos sobre o transtorno.

Implante que libera medicamentos por comando eletrônico

Implante supera desvantagem das cápsulas, que percorrem todo o corpo (Imagem: AnnaStills/Envato)

Cientistas da Chalmers University of Technology (Suécia) desenvolveram um implante que administra medicamentos através de comandos feitos por um aplicativo. Trata-se de um tipo de polímero que consegue reter moléculas de remédios biológicos e soltá-las no organismo pela ativação de um pulso elétrico.

O polímero pode administrar remédios diretamente no tecido necessitado, o que representa uma vantagem em comparação com os medicamentos em cápsula — que percorrem todo o corpo e podem causar efeitos colaterais indesejados. Os implantes ainda são finos e podem ser alimentados por um eletrodo de escala nanométrica.

Microagulha ocular

Microagulha ocular chega para mudar tratamento para doenças graves (Imagem: LightFieldStudios)

Cientistas do Terasaki Institute (EUA) inventaram uma microagulha capaz de injetar medicamento no globo ocular, responsável por mudar o rumo dos tratamentos para doenças oculares graves que existem atualmente (e que consistem em múltiplas injeções, sob risco de infecção). A tecnologia é ultrafina e permanece no olho, liberando a substância aos poucos. A agulha também vem equipada com um hidrogel especial que veda imediatamente o pequeno orifício que faz no globo ocular.

Tatuagem capaz de medir pressão arterial

Dispositivo semelhante a uma tatuagem dispara corrente elétrica na pele e mede pressão arterial (Imagem: Prostock-studio/Envato)

A lista de inovações científicas mais interessantes do mês de junho se encerra com uma "tatuagem" de grafeno capaz de medir a pressão arterial. Trata-se de um dispositivo de tecnologia wearable, que se assemelha a uma tatuagem eletrônica. Para medir a pressão, o dispositivo dispara uma corrente elétrica na pele e analisa a resposta do corpo, fenômeno conhecido como bioimpedância. O artigo explica que a a bioimpedância e as alterações na pressão arterial têm uma relação direta com as mudanças do volume sanguíneo, por isso dá para fazer a medição.

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