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Bolsonaro diz que pode mudar a política de preço dos combustíveis na Petrobras; veja

Uol

Após polêmica e troca de ministro e o governo federal acionar o STF contra estados em ação em desfavor da política de ICMS sobre o diesel, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na tarde desta domingo (15) que a Petrobras não irá tabelar o preço dos combustíveis, além de insinuar uma mudança na política de preços da estatal.  

Durante passeio de moto em Brasília, Bolsonaro afirmou que "ninguém vai tabelar preço de combustível nem intervir na Petrobras. O que eu acho que a Petrobras poderia fazer, tem um artigo constitucional que fala da finalidade social da Petrobras. Não está sendo levado em conta. A paridade internacional só existe no Brasil", disse.

Bolsonaro diz que não haverá tabelamento de preços dos combustíveis; entenda 

Ao fazer declaração durante passeio de moto, o presidente se referia ao Preço de Paridade de Importação (PPI), a política de preços que foi adotada pela estatal a partir do governo de Michel Temer, que determina o preço de venda a partir do petróleo da Petrobras ao que é praticado no mercado exterior.  

O chefe do executivo nacional ainda levantou a possibilidade da mudança dessa política para tentar baratear o preço dos combustíveis. "O PPI não é uma lei, é uma resolução do Conselho. Se o Conselho achar que tem de mudar, muda, mas a população como um todo não pode sofrer essa barbaridade porque atrelado ao preço do combustível está a inflação e poder aquisitivo da população está lá embaixo".

Em uma parada para cumprimentar apoiadores durante o passeio, Bolsonaro afirmou que fará em breve uma reunião com o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, para ficarem alinhados.  

Questionado pela reportagem da Folha de São Paulo sobre uma possível troca no comando da Petrobras, o presidente disse: "Você pergunta para o Adolfo Sachsida, que a Petrobras tá ligada diretamente a ele e não comigo".

Preços dos combustíveis dificulta pretensões eleitorais

A alta dos combustíveis tem sido um problema eleitoral para a disputa à reeleição do presidente, ele tem criticado a política de preços aplicada pela Petrobras há um tempo. Sobre o lucro da estatal, na semana passada chegou a afirmar que o lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022 era um "estupro" e um "absurdo".

Na quinta-feira (12), Bolsonaro foi ao Supremo Tribunal Federal para que os governadores pudessem diminuir a alíquota do ICMS, para que o preço dos combustíveis pudesse ser aliviado. 

Já na sexta-feira (13), o ministro André Mendonça atacou a ação do governo e suspendeu em decisão liminar as cláusulas de uma norma que institui a cobrança do ICMS único para o óleo diesel nos estados. Para reverter o problema e discutir uma possível saída, os secretários estaduais da Fazenda se reuniram neste sábado (14).

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