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Brizola: um símbolo eterno do político por vocação e convicção

FOLHAMAX
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Neste sábado (22), o eterno Leonel Brizola, um dos maiores nomes da democracia brasileira, chegaria aos 100 anos de idade, caso ainda estivesse vivo. Detentor do título Herói da Pátria, que foi conferido pelo Congresso Nacional por sua trajetória de luta pelo país, Brizola é a personificação exata da frase que costumo dizer: “política é para políticos e não para aventureiros”.

Com uma história inspiradora, Brizola nos mostrou ao longo de carreira que, para fazer política, discursos bonitos e decorados não bastam, não se sustentam e muito menos consolidam. Para fazer política é preciso ter esse dom enraizado na alma. Somente aqueles que possuem essa vocação e convicção conseguem construir um caminho norteado pela essência de servir ao povo, colocando os interesses coletivos acida de tudo.

Foi isso que Brizola fez durante toda sua vida política. Não por menos, já aos 25 anos, conquistou a vaga para deputado estadual e, logo na sequência, emplacou ainda duas eleições como deputado federal. Nessa trajetória vitoriosa também exerceu a função de prefeito de Porto Alegre. E, para coroar, ainda entrou para a história como o único ser eleito governador por dois estados diferentes, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Um entusiasta e apaixonado por aquilo que fazia, é assim que Leonel Brizola pode ser resumidamente descrito. Muito mais que um nome, foi e eternamente continuará sendo um exemplo de estadista habilidoso, talentoso e com uma capacidade natural para o caminho que escolheu trilhar. Defensor inegociável da democracia, tem uma cadeira cativa entre os grandes símbolos da luta contra a ditadura militar no Brasil.

Diante de tantos feitos, tornou-se impossível contar a história da política brasileira sem dedicar uma longa parte dela para falar de Brizola. E isso é um privilégio que pouquíssimos conseguem conquistar. Nos dias atuais, onde aventureiros, que se colocam como grandes “salvadores da pátria”, surgem e desaparecem na mesma velocidade, esse fato é ainda mais raro de acontecer.

A trajetória de Leonel Brizola nos ensina que fazer política não é algo temporal, mas sim uma responsabilidade que alguém escolhe carregar com muita dedicação por toda sua vida. É uma responsabilidade que exige olhar para o outro mais do que para si mesmo. Fazer política é, igualmente, saber respeitar a história construída por aqueles que vieram antes e prepararam o caminho para novas lideranças surjam.

Obrigado, Leonel Brizola!

**No registro feito em 2002, a primeira-dama Márcia Pinheiro, Leonel Brizola, e o prefeito Emanuel Pinheiro que, na época, estava filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Emanuel Pinheiro é prefeito de Cuiabá

 

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