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Startups devem continuar em alta em 2022; veja 7 dicas para investir

Correio 24 Horas

Segundo uma pesquisa da DataHub, no ano passado, nasceram mais de 35 mil novas startups e empresas da área da tecnologia, um aumento de 210% em relação a 2011. Um dos principais motivos que leva esse aumento repentino ao longo deste ano é a criação de serviços que proporcionaram o saneamento de dores que surgiram com a pandemia. Para 2022, a tendência de crescimento permanece. O Correio ouviu especialistas que falam sobre as áreas mais fortes e o passo a passo para começar uma startup. 

A gerente local da hub de inovação da Vivo e do Grupo Telefónica Wayra Brasil ,Livia Brando salienta o destaque dos serviços financeiros (fintechs) e saúde (healthtechs). “Dois mil e vinte um foi um ano incrível para o ecossistema de startups no Brasil, apesar de desafiador, muitos recordes foram quebrados e houve investimentos superiores a R$ 50 bilhões em startups (segundo dados da Distrito foram US$9,43 bi), o que representa quase três vezes mais o volume de negócios de 2020”, reforça.

Livia Brando lembra que os novos negócios estão buscando estabelecer a conexão entre o mundo físico e o digital (Foto: Reprodução) 

Outro aspecto destacado por ela diz respeito ao crescimento do e-commerce e a consequente criação de produtos e serviços financeiros para facilitar a aquisição de produtos, soluções logísticas para melhorar a entrega e tecnologias de gestão da informação envolvendo ofertas e clientes. “Essa é uma tendência do mundo digital e deve ser seguida em 2022, pois os negócios estão cada vez mais criando formas de conectar o mundo físico com o digital, além da customização e fidelização dos clientes”, analisa.

Físico com digital

O Diretor de Operações da Overdrives, aceleradora recifense que é mantida pelo Grupo Ser Educacional, Luis Gomes afirma que, depois de dois anos de adaptações e muitos aprendizados, os mercados estão encontrando consolidação. “Os últimos dois anos foram aceleradores do conhecimento para negócios digitais, os mercados com forte demanda presencial foram os mais afetados e, por consequência, os que mais passaram por transformações profundas”, reflete.

Para Luis Gomes, alguns desses exemplos são os que vão ter grande crescimento, mostrando novas formas de entregar valor. “Soluções que entenderem seu papel no cenário digital, onde as respostas digitais impactam o físico por meio de dados gerados no social, terão maiores chances de alcançar uma posição de relevância nas atuais dinâmicas de mercado”, defende.

Luís Gomes não aposta nos investimentos pautados no metaverso, embora reconheça que a perspectiva tem ouriçado o mercado (Foto: Divulgação)

Livia acredita que a continuidade ocorre, sobretudo, porque o mercado está mais maduro e existe uma grande quantidade de liquidez com os novos fundos que levantaram capital relevante, além da entrada de Corporate Venture Capital (CVC)  e fundos estrangeiros investidos com mais afinco na região, além das fusões e aquisições que devem continuar aquecidos.

“O crescimento dessas áreas está ligado, principalmente, à mudança no comportamento do consumidor e as dores latentes de ineficiências e oportunidades de digitalização dos serviços e processos atrelados”, avalia. 

Mercados em alta

Para Livia, são boas as perspectivas para os mercados de educação (edtechs), varejo/e-commerce (retailtechs e martechs) e logística/mobilidade (logtechs), sem esquecer a telemedicina, educação remota, trabalho remoto, compras online, novos métodos de pagamento e entrega, melhores soluções logísticas, inteligência artificial para personalização de conteúdos de acordo com o perfil de cada cliente, a conexão entre as máquinas/sistemas, XR que engloba a realidade mista, virtual e aumentada tão presente no entretenimento e jogos, e, tantas outras inovações que tem facilitado as vidas através da conectividade.

A representante da Wayra Brasil vê como principais desafios a queda da bolsa e a elevação das taxas de juros, tanto no Brasil quanto nos EUA, principalmente. “A dificuldade de oferta pública inicial (IPOs) que foi um movimento crescente em 2020, porém interrompido no 2o. semestre devido às condições econômicas desfavoráveis, gerando muitos cancelamentos de operações, portanto somente as startups mais atrativas devem conseguir superar esta barreira”, explica, a especialista lembra que o ano eleitoral que, sem dúvida, gera impacto na economia e insegurança aos investidores, principalmente os estrangeiros”, avalia.

CEO da Beta-i Brasil,  um grupo europeu na área de inovação colaborativa com programas de inovação aberta e de aceleração corporativa Renata Ramalhosa defende que houve uma evolução grande nas medtechs nomeadamente ao nível do atendimento do paciente.” Em particular, houve um desenvolvimento grande em soluções para prevenção de doenças relacionadas com a saúde mental que viu um crescimento exponencial durante a pandemia”, pontua.

Renata Ramalhosa destaca o papel das medtechs, especialmente àquelas que trabalharam em soluções para a saúde mental da população (Foto: Divulgação)

Com relação ao desenvolvimento de startups relacionadas ao metaverso, que é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais, os especialistas têm posicionamentos divergentes. Para Luis Gomes, eles não terão grandes conquistas, apesar de outros considerarem a tendência do momento.

Para começar

1.    Antes de lançar uma startup, invista numa boa estratégia de análise do mercado alvo, mais que as tradicionais validações de problema e solução, é preciso ter uma rotina de pesquisa, interação, coleta e análise de dados sobre as dinâmicas do mercado, os comportamentos de consumo e os hábitos digitais das pessoas diretamente relacionada aos problemas centrais;

2.    Não subestime o fator de diversidade, que precisa estar na base e na cultura de trabalho;

3.    Startups em início de jornada precisam buscar apoio, suporte necessário para dar os passos iniciais no mercado, por isso a importância de identificar e buscar processos de aceleração que combinem investimento inicial e uma base de conhecimentos que vão influenciar as estratégias e potencializar as operações;

4.    Tenha consciência que iniciar uma nova startup exigirá esforços gigantescos e que a chance de fracasso é imensa! Por isso, leia, converse com quem já passou e está passando por este processo, é um passo essencial;

5.    Lembre que a startup deve resolver uma dor real, que gere impacto real para o consumidor;

6.    Faça uso dos processos de aceleração que apoiam o desenvolvimento das startups por via da validação das suas soluções e apoio ao crescimento, via mentoria e metodologias;

7.    Atente para a formação do time - importante trazer multidisciplinaridade e diversidade. A escassez de profissionais da área de tecnologia também deve ser levada em consideração, pois cada vez mais as startups focam em soluções tecnológicas complexas, que necessitam de times competentes e qualificados.
 

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