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Cresce 20% número de reclamações por empréstimo não autorizado

O Tempo

A cada semana, 20 pessoas, em média, registram queixas no Procon Assembleia, em Belo Horizonte, por empréstimos não autorizados. Só no ano passado, o número de reclamações teve alta de 20%. O servidor Manoel Fonseca dos Reis, 61, foi uma das vítimas do golpe. Sem conseguir uma resolução do banco, ele precisou acionar a Justiça. Enquanto a audiência, marcada para abril, não sai, ele paga mais de R$ 4.000 por mês por uma dívida que não fez. “Isso abalou complemente as minhas finanças”, relatou.

O caso aconteceu no início do ano passado, quando ele procurou o Banco do Brasil para fazer um empréstimo consignado para trocar o carro. “Depois, o pessoal de outro banco fez uma proposta melhor, e eu migrei o empréstimo. Mas recebi um contato falando que o gerente da minha conta no Banco do Brasil havia mudado e que iam me ligar. Logo em seguida, outra pessoa fez o contato comigo. Ele falou do consignado e tinha todas as minhas informações bancárias. Fez uma proposta melhor para eu voltar. A parcela, que era pouco mais de R$ 1.000, cairia para pouco mais de R$ 800”, disse.

Na sequência, Reis recebeu uma transferência do banco de R$ 23 mil, e o homem que se passava por gerente disse que o valor era a título de amortização, e, por isso, o servidor deveria devolver a quantia em uma conta informada por ele. “Fez o contrato, o banco depositou o dinheiro, e eu repassei o valor. Dias depois, voltaram a me ligar com uma proposta melhor, de R$ 500, em 42 parcelas”, acrescentou. Mais uma vez, o servidor achou vantajoso fazer a alteração e recebeu na conta outros R$ 22 mil, que também foram repassados à conta indicada.

Quando Reis foi receber o salário mensal, viu que a parcela era bem maior que a esperada e na folha ainda constavam o consignado e outros dois empréstimos. “Entrei em contato, e pediram dez dias para atualizar. Passou um mês, e vi que não tinha mudado. Fiz contato novamente com eles, uma outra gerente pediu para aguardar, e já se passaram quase três meses”, disse. Sem nenhuma resposta, ele voltou ao banco e foi informado de que na verdade se tratava de dois agentes comerciais do Rio de Janeiro, e não gerentes.

“Mostrei os contratos, que era migração de um consignado para outro, de outro valor. Eu não fiz um novo empréstimo, inclusive não precisava disso”, afirmou. Segundo Reis, os descontos mensais têm sido superiores a 30% do salário, o que é proibido por lei.

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Consulte mais informações da empresa antes de fechar a transação. Verifique se há endereço físico e qual é a reputação em sites confiáveis

Não aceite acordo verbal
Peça tudo por escrito e analise o contrato antes de assiná-lo

Fique de olho aberto
Desconfie de propostas que sejam muito vantajosas

Busque contato pessoal
Se recebeu uma proposta por telefone, procure a agência bancária para analisar a veracidade do empréstimo

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Nunca forneça senha ou cartão do banco a terceiros

Não dê dinheiro
Não faça depósitos ou transferências de valores quando contratar um empréstimo

Fontes: Procon MG, Polícia Civil

 

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