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Tratamento adequado do câncer assume maior complexidade e custo ano após ano

A Voz da Serra

O Dia Nacional de Combate ao Câncer — assim como o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama,  ambos comemorados anualmente em 27 de novembro, tem o objetivo de alertar a população brasileira sobre os diferentes tipos de tratamentos e, principalmente, como evitar esta doença, considerada a segunda que mais mata no Brasil e no mundo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, aproximadamente 30% das mortes provocadas por essa patologia poderiam ter sido evitadas se o paciente tivesse feito o diagnóstico prematuramente, ou com ações preventivas para garantir hábitos de vida saudáveis.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o órgão responsável pela coordenação e desenvolvimento de campanhas e estudos relacionados com esta doença, em parceria com o Ministério da Saúde. Segundo pesquisas estatísticas do Instituto, os tipos de câncer que mais afetam os brasileiros são: pele, próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago.

No Brasil e no mundo e projeção para 2040

O câncer é a principal causa de morte e uma importante barreira para aumento da expectativa de vida em todos os países do mundo. De acordo com estimativas da OMS o câncer já é a primeira ou segunda causa de morte antes dos 70 anos em 112 dos 183 países e ocupa o terceiro ou quarto lugar em mais 23 países. 

O crescente destaque do câncer como uma das principais causas de morte reflete, em parte, o declínio acentuado nas taxas de mortalidade por doenças no cérebro e cardiovascular, envelhecimento e crescimento populacional e as mudanças na prevalência e distribuição dos principais fatores de risco, vários dos quais são associados ao desenvolvimento socioeconômico.

A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou no início de 2021, relatório com a estimativa de incidência e mortalidade por câncer em todo mundo e as projeções para 2040. A iniciativa intitulada Globocan recolhe os dados epidemiológicos dos países e publica as atualizações a cada dois anos, enfatizando a distribuição epidemiológica da doença e a relação desses dados com o contexto socioeconômico da região e as estratégias de diagnóstico precoce e prevenção. Nessa iniciativa, 185 países estão envolvidos com o registro de 36 diferentes tipos de câncer.

Os dados publicados de expectativa para 2020 registraram uma incidência de aproximadamente 19 milhões de casos de câncer em todo mundo, com 10 milhões de mortes. Mais de 60% dos casos de câncer se concentram nos 10 tipos mais frequentes, sendo responsáveis também por 70% de todas as mortes. Em relação a 2018, pela primeira vez o câncer de mama ultrapassou o câncer de pulmão em número de incidência global e o câncer colorretal ultrapassou o câncer de próstata. 

No Brasil, o número de novos casos foi de 522.212, com aproximadamente 260.000 mortes por câncer. Os cânceres mais prevalentes na população em geral são: próstata, mama, colorretal e pulmão. Nos homens são próstata, colorretal e pulmão. Em mulheres, o câncer de mama representou 30,3% dos novos casos, seguido por colorretal e tireóide. Em relação à mortalidade, o câncer de pulmão ocupou primeiro lugar em causa de morte, seguido de mama e próstata. Em números de prevalência nos últimos cinco anos, temos 1.500.000 de pessoas vivendo com câncer no país.

Em todo mundo, são esperados 28,4 milhões de novos casos de câncer em 2040, um aumento de aproximadamente 47% em relação a 2020. Esse aumento será ainda mais expressivo em países com IDH considerado baixo ou médio, estimado em 96% de crescimento na incidência de novos casos de câncer em relação a 2020. Essa projeção reflete o crescimento e envelhecimento populacional, exacerbado por aumento de prevalência dos fatores de risco. 

É preciso se preparar para o impacto desta doença nos diversos sistemas de saúde, com adoção de medidas de prevenção, diagnóstico precoce e alocação de recurso para tratamento adequado, que ano após ano, assume maior complexidade e custo. É também responsabilidade global equalizar as diferenças que existem no acesso à saúde e nos desfechos desta doença entre as diversas regiões do mundo. (Por Cecília Arraes, médica oncologista > https://realinstitutodeoncologia.com.br/)

 

 

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