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Morangos: família cultiva fruto livre de agrotóxicos na Linha Passa Sete

Folha de Candelária

Josiane e Adriano Goelzer contam sua história de encantamento, dedicação e empreendedorismo

Quando Josiane Ellwanger Goelzer fala sobre seus morangos, ela não aborda apenas o seu produto: ela fala da sua paixão. Afinal de contas, foi assim que tudo começou. Ela e seu marido, Adriano Goelzer, vendem erva-mate para diversos municípios da região. Quando chegava a vez de passar por Agudo, ficavam completamente encantados com a beleza das plantações de morangos do município. Deste encantamento, veio a vontade de aprender a produzi-los.

Assim, não demorou muito para o casal da Linha Passa Sete botar as mãos na massa. O projeto da estufa de morangos teve início há sete anos. Atualmente, Adriano e Josiane estão na terceira safra e vendem sua produção para 24 municípios. Eles cultivam 5 mil pés e estão no processo de expandir para mais 3 mil. Cada pé de morango pode dar até 1kg do fruto no momento da colheita.

Quem contempla a estufa de morangos de fora, no entanto, não imagina a complexidade envolvida no cultivo. Josiane conta que as primeiras mudas de morango do tipo Albion vieram congeladas, provenientes da Espanha e da Patagônia, no sul da Argentina. Já os sais que adubam a plantação, por sua vez, são de origem israelense. Os morangos são plantados em substratos ensacados, conhecidos como slabs. Através de um intricado e capilarizado sistema de irrigação tipo espaguete, a terra é umedecida por gotejamento (sistema semi-hidropônico). Cada muda de morango tem seu caninho individual que é ajustado à necessidade específica de cada planta em determinado momento.

A escolha pela produção orgânica foi um desafio à parte. Para o tratamento foliar, são aplicados apenas produtos biológicos; para o combate das pragas, o casal utiliza bacilos vivos. Não há sequer uma gota de agrotóxicos na estufa. A plantação livre de químicos permitiu à família Goelzer implementar um consórcio com abelhas-jataí, as abelhas sem ferrão. Os morangos são estimulados com cálcio e boro para gerarem mais flores e as abelhas retribuem com trabalho intenso na polinização. Essa troca contribui tanto para a doçura dos morangos, quanto para a quantidade do produto. O resultado é um morango que impressiona pela cor, pelo tamanho e, o que é mais importante, pelo sabor.

O caminho do cultivo orgânico, mesmo sendo recompensador, colocou o amor de Josiane por seus moranguinhos à prova. “Morangos são frutos muito sensíveis: em um dia, ele está lindo; no outro, já está com um inseto ou com uma larva”, explica ela. O casal também conta que no último inverno, pela pouca incidência de sol, o mofo se tornou uma grande ameaça para os morangos. Apesar dos desafios constantes, o casal se manteve firme no seu propósito. Josiane expressa a frase que resume o espírito de sua dedicação à estufa: “plantar morango é o ano todo e todo o dia”.

A família Goelzer comercializa os morangos em seu paradouro Lago Verde na RS-400, na Vila Passa Sete. Quem for até o local, poderá adquirir as frutas frescas, colhidas na hora. O casal também faz entregas. O contato pode ser feito via WhatsApp no seguinte número: (51) 9 9651 4703.

Por: Arthur Lersch Mallmann

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