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Cultura exibe documentário sobre 100 anos de Paulo Freire

Uol

No domingo (19), o canal Futura promove uma pré-estreia especial da série Entrevista, às 20h, comandada pelo ex-BBB e professor de Geografia João Luiz Pedrosa, sobre o educador. A produção foi gravada no Instituto Paulo Freire, em São Paulo, que é coproduor da série de cinco episódios em homenagem ao centenário, produção que o Futura exibirá de segunda a sexta, às 20h45.

Produzido em casa, o doc da Cultura terá apresentação de seu diretor de jornalismo, Leão Serva. E vale como grande oportunidade a quem repete mantras da extrema direita contra o educador, sem noção alguma sobre seu legado. Vamos a ele:

O livro Pedagogia do Oprimido é um marco na obra de Paulo Freire, que foi professor das universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e Cambridge, na Inglaterra, e teve mais de 40 títulos de doutor honoris causa em universidades como Oxford, na Inglaterra, e Coimbra, em Portugal.

Paulo Freire, 100 Anos traz os principais estudiosos da obra do educador para explicar a sua importância e, ao mesmo tempo, os motivos de ele ser alvo de tantos ataques extremistas.

Mario Sergio Cortella comenta os motivos pelos quais Paulo Freire é tão odiado pela direita e tão reconhecido por educadores em todo o mundo. “Há duas questões. Paulo Freire jamais seria contra que alguém contra ele fosse. Ele era um democrata. Acho que em alguns momentos ele até riria, mas levava muito a sério quem tinha argumentos contra ele”, explica Cortella.

O professor, filósofo e pedagogo Dermeval Saviani e o diretor de Educação de Jovens e Adultos do Colégio Santa Cruz, Fernando Frochtengarten, também comentam a repulsão de membros do governo atual ao educador.

Sérgio Haddad, autor de biografia de Paulo Freire, conta a trajetória do patrono brasileiro que nasceu em Pernambuco e chegou a passar fome. “Ele se formou em direito, mas não gostou e acabou indo para a educação, área em que já atuava”, relata.

Sobre o projeto de alfabetização de Paulo Freire em Angicos, cidade do Rio Grande do Norte, Marcos Guerra, coordenador em Angicos, comenta: “Paulo dizia que estamos numa estrutura de dominação, numa pedagogia do silêncio. O aluno ouve o que o professor manda e ele pratica o que o professor disse. Mas Angico revirou a coisa de cabeça para baixo”, diz.

Considerado subversivo, perigoso, inimigo do povo e de Deus pela ditadura, Paulo Freire foi preso pelo regime militar. Exilou-se na Bolívia em 1964, onde ficou por 16 anos. A seguir, no Chile, concebeu a teoria da pedagogia do oprimido. E na Suíça, onde trabalhava para o Conselho Mundial de Igrejas, ganhou projeção mundial e participou também da alfabetização de populações pobres no continente africano.

Com a anistia e o retorno ao Brasil, em 1979, Paulo Freire continuou a produzir obras importantes como a Pedagogia da Esperança. Voltou à universidade como professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e foi secretário municipal de Educação de São Paulo.

O professor e ator Guilherme Terreri Lima Pereira, que interpreta a drag queen Rita Von Hunty, também participa da edição e comenta sobre o pensador: “A intervenção proposta por Paulo Freire é uma educação comprometida com a transformação do mundo”. Lima Pereira explica ainda que ao interpretar a drag queen Rita Von Hunty, ele faz com que a experiência lúdica da educação desperte afeto nas pessoas. “Eu acredito que novos afetos possam gerar novos efeitos e que com novos afetos e novos efeitos, a gente possa construir novos mundos”.

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