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Protocolo e diretrizes sobre a Síndrome de Guillain-Barré é atualizado após recomendação da Conitec

Primeira Hora
Rovena Rosa/Agência Brasil

Pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré já contam com Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) atualizado. Após a recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o documento foi revisado para que o tratamento ofertado no SUS seja baseado na melhor e mais atualizada evidência disponível.

A ação considerou os aspectos relacionados ao diagnóstico, tratamento e monitoramento de pacientes com a síndrome e levou em conta as sugestões da sociedade após consulta pública. Foi considerada ainda a verificação periódica das doses de medicamentos prescritas e dispensadas e a adequação de uso do medicamento indicado para o tratamento da doença.

Para a atualização do protocolo, que teve a última versão publicada em 2015, o Ministério da Saúde realizou consulta pública sobre o tema entre julho e agosto de 2020. Toda a sociedade pôde participar, incluindo relatos de experiências e conteúdos científicos.



As sugestões foram analisadas e receberam recomendação favorável dada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O objetivo do PCDT é garantir o melhor cuidado em saúde diante do contexto brasileiro e dos recursos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), além de orientar profissionais de saúde, gestores do SUS e pacientes sobre o diagnóstico e tratamento.

Os protocolos clínicos estabelecem critérios para o diagnóstico de uma doença ou agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos a serem seguidos pelos gestores do SUS. A periodicidade da revisão é importante para atualizar o documento com as evidências científicas mais modernas, visando garantir tratamentos no SUS baseados em evidências atuais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta hoje com 136 Centros Especializados em Reabilitação, que atendem pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré pela rede pública. O tratamento incluiu procedimentos, diagnósticos clínicos, reabilitação e medicamentos.

SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

A Guillain-Barré é uma doença rara que causa um distúrbio autoimune com impactos no sistema nervoso. Geralmente provocada por um processo infeccioso anterior, manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos.

Os sintomas principais da Síndrome de Guillain-Barré são fraqueza muscular que começa pelas pernas, podendo progredir ou afetar o tronco, braços e face, com redução ou ausência de reflexos. O principal risco é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios, exigindo medidas de suporte.

A maior parte dos pacientes é acolhida em estabelecimentos hospitalares. O tratamento visa acelerar o processo de recuperação, diminuindo as complicações associadas à fase aguda e reduzindo os déficits neurológicos residuais em longo prazo. Não há necessidade de tratamento de manutenção fora da fase aguda da doença.

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