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Ex-governador cita 'voos milionários' e já tenta cassar todos adersários em MT | FOLHAMAX

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O ex-governador e candidato ao Senado, Pedro Taques (Solidariedade), ingressou com uma ação cautelar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) questionando gastos com viagens de avião de seus adversários nas eleições de 2020. Taques aponta a suposta ocorrência de gastos eleitorais ilícitos durante a pré-campanha, o que é proibido pela legislação.

Na ação cautelar, assinada pelos advogados Lenine Póvoas e Patrícia Mafra nesta segunda-feira (28), o candidato ao Senado conta que possui menos recursos em relação aos seus adversários. Taques avalia que sua realidade econômica o inviabiliza de concorrer nas eleições de 2020 nas mesmas condições do que outros candidatos.

Segundo o ex-governador, os atuais candidatos já vem rodando o Estado há algum tempo. “Em decorrência da extensão continental de nosso Estado, evidentemente que alguns dos postulantes ao cargo certamente realizaram inúmeras viagens com aeronaves para o interior do Estado em nítida pré-campanha eleitoral, sobretudo porque muitos deles possuem enorme poderio econômico”, conta o candidato ao Senado, que continua.

O ex-governador detalha o patrimônio de cada um dos adversários. “Para se ter uma ideia, Euclides Ribeiro declarou R$ 22 milhões de patrimônio, e o seu 2º suplente tem patrimônio de cerca de 10 milhões (Ernando Cardoso). Reinaldo Morais declarou 158 milhões , Julio Campos 18 milhões (1º Sup. do Nilson Leitão), Professor Naime milhões (1º Sup. do Sargento Elizeu), José Lacerda 7 milhões (2º Sup. Carlos Fávaro), além dos outros que, conforme consta nos RRC, são milionários. Já Pedro Taques tem bens avaliados em singelos R$ 360 mil”, diz outro trecho da ação.

USO DA AL

Na ação, Pedro Taques também questiona a suposta utilização de aviões do Estado pelos deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC) e Valdir Barranco (PT). O candidato desconfia que os parlamentares estão utilizando a estrutura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para fazer “pré-campanha” com a justificativa de estar visitando suas “bases”. “Embora investidos em mandatos legislativos, podem estar viajando pelo Estado de Mato Grosso em nítida pré-campanha travestida de ‘atuação parlamentar’, tudo à custa do erário”, aponta ele.

O ex-governador, que já foi senador da República entre os anos de 2011 e 2015, lembra ainda da cassação da juíza aposentada Selma Arruda (Podemos-MT). Eleita em 2018, Arruda acabou sendo cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro de 2019, justamente por gastos ilícitos na pré-campanha.

“O objetivo da presente demanda é investigar quanto foi e vem sendo dispendido por todos os candidatos ao Senado e respectivos suplentes com viagens em aeronaves na pré-campanha. Mutatis mutandis, esse tipo de prática já deu azo a cassação em caso absolutamente parelho (leading case ‘Selma Arruda’)”, lembra Taques.

O candidato ao Senado pede que a concessionária que administra os aeroportos de Várzea Grande (Marechal Rondon), Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças, no interior do Estado, informe eventuais voos privados realizados pelos candidatos ao Senado em 2020 neste ano. O mesmo pedido também foi dirigido a três empresas especializadas em táxi aéreo – Abelha Taxi Aéreo e UTI, WDA Táxi Aéreo e Aliança Táxi Aéreo.

Pedro Taques também pede na ação que a ALMT informe a realização de transporte aéreo pelos deputados estaduais Elizeu Nascimento e Valdir Barranco (que também são candidatos ao Senado), desde o início do mandato, em 2019. A ação de Taques pode gerar cassação do registro de todos adversários.

 

 

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