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Instituições se unem para conservar a Amazônia

CicloVivo

Nesse momento de crise tanto na saúde quanto na economia, é fundamental voltar os olhos para a Amazônia. Com o crescente desmatamento e a chegada do vírus aos povos indígenas, somando mais de  20 mil casos e 340 óbitos, a atuação das instituições que trabalham na região se torna ainda mais importante.

A boa notícia é que o LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica acaba de concluir a formação de uma rede de parceiros que irão atuar em cadeia para a conservação das 47 Áreas Protegidas da Amazônia – um território que abrange 40 milhões de hectares.

Foto: Divulgação | Legado Integrado da Região Amazônica

Essa rede é composta por oito instituições, incluindo o ISA, Kanindé, Amorema, SOS Amazônia, FVA, IDESAM, IEB e Kabu. Esta cadeia diversa tem o intuito de fortalecer as ONGs, associações comunitárias e indígenas do território, potencializando os resultados e a troca de experiências entre todos os parceiros.

Rede de ações

São 82 instituições, entre associações indígenas e extrativistas, organização da sociedade civil, empresas, cooperativas, instituições de pesquisas e governamentais. A rede implementará ações de fomento à bioeconomia, planejamento e gestão territorial, integração regional, estruturas de governança, monitoramento e proteção.

O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, Fundo Amazônia/BNDES e Fundação Gordon e Betty Moore, parceiros financiadores do projeto.

Foto: Divulgação | Legado Integrado da Região Amazônica

Trata-se do segundo maior programa de conservação brasileiro e foi concebido para aumentar a efetividade de gestão das áreas protegidas da Amazônia – as unidades de conservação e as terras indígenas. A iniciativa abrange 34% das áreas protegidas da Amazônia, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre.

Futuro e floresta em pé

Com a formação dessa rede de parceiros, o LIRA amplia ainda mais sua atuação. “Temos a consciência no grupo de que as áreas protegidas garantem o futuro da Amazônia, por meio de seus ativos naturais e sabedoria ancestral dos povos da floresta. Sabemos o quanto é necessário fortalecer essas áreas protegidas para manter a floresta em pé, contribuir com a segurança climática, conservar a biodiversidade, a cultura e o favorecer o desenvolvimento socioeconômico em longo prazo”, diz Fabiana Prado, Gerente de Articulação do IPÊ e responsável pelo projeto.

Foto: Divulgação | Legado Integrado da Região Amazônica

Cadeias de valor

“O LIRA é um arranjo colaborativo que se propõe a tornar eficiente a execução direta de ações nas áreas protegidas numa escala geográfica que abrange cinco estados e 54 municípios. Nosso plano é potencializar e multiplicar o impacto para beneficiar 35 mil pessoas”, afirma Fabiana.

Serão impulsionados diretamente negócios sócio produtivos vinculados a 12 cadeias de valor da Amazônia: castanha, farinha de mandioca, turismo, açaí, pesca, pirarucu, artesanato, artefatos de madeira, cumaru, cacau silvestre e borracha. Além disso, vai apoiar a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que geram benefícios para o produtor e para a floresta. A perspectiva é de se gerar um faturamento de R$ 5 milhões.

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