Central das Notícias
Notícias, vídeos e humores
closeDownload
Baixe agora!
share icon

Vacina deve funcionar porque vírus muda pouco, diz cientista brasileira

O Diário RJ

“Será importante escolher quais sequências provocam uma resposta imune mais forte e quais linhagens representam melhor a diversidade de vírus circulantes, o que acabará por ajudar a monitorar as candidatas a vacinas existentes e acelerar o desenvolvimento de vacinas subsequentes”, detalhou.

Sabino também já havia feito parte de um primeiro sequenciamento do código genético do vírus, em fevereiro, junto com outros pesquisadores brasileiros.

Desta vez, a análise foi feita em uma parceria de 15 instituições de pesquisa do Brasil com a Imperial College London e a Universidade de Oxford, no Reino Unido – que também busca uma vacina para a Covid-19, a doença causada pelo vírus. O sequenciamento é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo, segundo os cientistas.

O trabalho foi desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), MRC, Wellcome Trust, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Capes e CNPq.

A análise dos cientistas revelou que houve mais de 100 introduções internacionais do vírus para o Brasil – a maioria delas vinda da Europa, antes das restrições aos voos de fora. “Foram várias introduções diferentes, por pessoas diferentes, carregando um vírus diferente do outro”, explicou Sabino.

A maior parte dessas “entradas” ocorreram em estados bem conectados, como São Paulo (36% de todas as importações), Minas Gerais (24%), Ceará (10%) e Rio de Janeiro (8%).

A cientista explicou, ainda, que o número de “versões” que chegou no Brasil pode ter sido ainda maior, mas, para confirmar isso, seria necessário sequenciar mais genomas para encontrar possíveis variações.

Um estudo anterior, da Fiocruz, concluiu que ao menos 6 linhagens do Sars-CoV-2 circularam no Brasil no início da pandemia. Mas ambas as pesquisas constataram que apenas 3 destas “versões” do virus tiveram transmissão comunitária em solo brasileiro.

Os cientistas também descobriram que as medidas adotadas para tentar conter a disseminação do vírus – como o fechamento de escolas e lojas em março – ajudaram a reduzir a taxa de reprodução da doença (o chamado “R”) de 3 para 1 a 1,6 nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro. Isso significa dizer que cada pessoa contaminada passou a infectar entre uma e duas outras, em vez de outras três.

Mas, desde que as restrições foram retiradas, os números em ambos os estados permaneceram acima de 1, o que significa que a doença está se espalhando, dizem os pesquisadores.

Os cientistas estimaram que, durante a primeira fase da epidemia, o vírus se espalhou, principalmente, de forma local, dentro das fronteiras dentro de cada estado. Já em uma fase seguinte houve mais transmissões por movimentos de longa distância e pela disseminação da epidemia fora do Sudeste.

Os pesquisadores frisaram que é preciso impedir a transmissão futura do vírus, expandindo a testagem, o rastreamento de contatos, a quarentena de novos casos e a coordenação de medidas de distanciamento social em todo o país.

Fonte: G1

Ver fontes Baixe!