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Vírus provoca corrida por proteção

Correio Popular
As vendas dos produtos antissépticos para as mãos cresceram no Estado de São Paulo mais do que a média nacional registrada no mês de janeiro

Leandro Ferreira/AAN

As vendas dos produtos antissépticos para as mãos cresceram no Estado de São Paulo mais do que a média nacional registrada no mês de janeiro

O aumento no número de casos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus — o Covid 19 — fez disparar a venda de máscaras de proteção e de álcool gel no Brasil, segundo levantamento da plataforma Farmácias APP — um aplicativo de vendas online de saúde e beleza do Brasil —. Os dois prudotus já estão em falta em algumas farmácias de Campinas, que estão sendo obrigadas a organizar lista de espera.

De acordo com os dados, a venda de máscaras de proteção no Estado de São Paulo registrou um aumento de 138,2% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Como consequência, o faturamento apresentou um crescimento vertiginoso de 153%. Segundo os dados, o crescimento em São Paulo foi maior que o verificado no Brasil – que bateu na casa dos 117% na comparação entre os dois períodos.

As vendas dos produtos antissépticos para as mãos — o chamado álcool gel — também registraram forte alta. O consumo deste tipo de produto no Estado aumentou 61,2% na comparação de janeiro deste ano com o do ano passado. No mesmo período, a média nacional atingiu 53%, segundo o balanço da Farmácias APP.

Técnicos do Farmácias APP avaliam que os resultados apresentados seguem a tendência de alta já registrada em 2019, mas que agora foi acrescida pelo evento do coronavírus. “No ano passado, esses itens já haviam registrado crescimento de 12%. Somando esse dado com a epidemia do coronavírus, as vendas foram impulsionadas, atingindo este aumento tão significativo”, explicam os técnicos da companhia.

A corrida por medidas de proteção em São Paulo se justifica. O estado contabilizado na noite de sexta-feira, nada menos que 66 casos suspeitos, mais de um terço dos 182 casos que estão sendo monitorados em todo o País. Esse quadro levou o governo estadual a liberar R$ 30 milhões para ações imediatas de prevenção e combate ao coronavírus. O dinheiro será usado em uma campanha informativa de divulgação em rádio, TV e internet e também em medidas definidas por especialistas do centro de contingência da doença em São Paulo.

“Estamos liberando R$ 30 milhões para o programa de combate ao coronavírus, tanto para informação quanto para ação efetiva. Serão R$ 14 milhões para uma campanha para orientar os brasileiros de São Paulo sobre como se comportar, o que evitar e o que não é problema. Outros R$ 16 milhões serão para apoio operacional à Secretaria de Saúde”, anunciou Doria.

A campanha publicitária começa a ser veiculada na próxima terça e deverá se estender até 22 de março. O Governador já adiantou que há possibilidade de prorrogação se a necessidade for confirmada pelo Centro de Contingência do coronavírus. Na sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde elevou para muito alto o risco global de epidemia do coronavírus. Nesta semana, o Brasil teve o primeiro caso confirmado da doença. Trata-se de um homem de 61 anos, residente na capital paulista, que apresentou sintomas após retornar da Itália, país em que a doença já circulava.

De acordo com Ana Carolina Oliveira, gerente de uma farmácia na Rua Conceição, no Centro de Campinas, a procura por produtos, como álcool em gel, não para de crescer no estabelecimento. Ela conta que os produtos chegam de madrugada e em poucas horas são vendidos. “O estoque com 15 unidades chegou hoje madrugada e às 10h já tinha acabado tudo que a gente recebeu”, explica. “Mascaras já tem um mês que a gente não está recebendo, porque o fornecedor não tem mais unidades para nos entregar”, ressaltou.

Ana explica ainda que, por causa disso, a empresa onde ela trabalha precisou criar uma lista de espera para quem procura pelo álcool em gel. “Toda hora tem gente procurando o produto. Antes do coronavírus, a gente vendia duas unidades por dia. Hoje, o que chega é vendido em poucas horas. Só hoje, doze pessoas deixaram o nome na lista de espera para poder buscar o produto amanhã”, explicou.

A estudante Lívia Almeida, de 22 anos, foi comprar álcool em gel no centro da cidade a pedido de seu pai. Questionada pela reportagem se ele começou a usar em álcool em gel por causa do coronavírus, a estudante não titubeou na resposta. “Sim. Ele nunca usou e agora está com medo de morrer”, revelou.

Alerta

A empresa ressalta que tanto a máscara quanto o álcool gel são passos importantes para a prevenção do Covid-19, mas ressalta que devem vir acompanhados de outras medidas de profilaxia, preconizados pelo Ministério da Saúde, como lavar sempre as mãos ao longo do dia, cobrir o nariz e a boca ao espirrar e tossir, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter ambientes bem ventilados.

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