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Dólar sobe e Bolsa cai após ataque dos Estados Unidos contra o Irã

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Agência Brasil

Dólar sobe e Bolsa cai nesta sexta após ataque aéreo dos EUA contra o Irã

O otimismo do primeiro pregão de 2020 não deve prosseguir entre os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo nesta sexta-feira (3). Em meio a tensão entre Estados Unidos e Irã, o Ibovespa, principal índice que compõe a B3, iniciou o dia em queda. Por volta das 11h10, atingia 117.691 pontos, queda de 0,74%.

Os investidores estão atentos aos desdobramentos do ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá, que matou o chefe da força de elite Quds, do Irã, na noite de quinta-feira. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que uma dura vingança aguarda os "criminosos" que mataram Soleimani. Em Londres, os contratos futuros do petróleo subiam cerca de US$ 3 depois do ataque.

O dólar abriu o dia em alta, voltando a superar o patamar de R$ 4,05, também influenciado pela incerteza externa. Por volta das 11h10, a moeda americana avançava 0,72%, sendo cotada a R$ 4,054.

"Esse evento gerou uma mudança do clima, que estava positivo nos últimos dias. Agora, os possíveis desdobramentos são pouco claros, o que, no curto prazo, gera uma aversão a risco", explica Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

Cálculos já feitos por algumas consultorias estimam que o conflito no Oriente Médio poderia retirar 0,3% do PIB global em 2020. China, Rússia e França alertam para o nível de tensão ampliada.

Em relatório enviado nesta manhã, analistas da XP Investimentos ressaltaram que "o sentimento positivo que deu início ao novo ano foi revertido nesta sexta-feira, à medida que a tensão entre os EUA e o Irã aumentou, levando à queda das bolsas internacionais".

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta que tentou falar com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sobre uma possível alta de combustíveis  no país devido ao ataque dos EUA, mas não conseguiu.

Para analistas da Guide, o movimento deverá ser acompanhado por maior volatilidade dos ativos nos próximos dias.

"Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas dado o nível elevado em que grande parte dos ativos se encontra no momento é provável que o ataque promova um movimento de correção acompanhado de uma maior volatilidade nos próximos dias".

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