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23 mil postos de empregos fecham e trabalhos informais crescem no primeiro semestre em AL

Cada Minuto
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Começar o ano de 2019 com uma oportunidade de emprego garantida foi o sonho de muitos alagoanos, mas o que um dia foi sonho ao longo dos meses pode ter se tornado um pesadelo, isso porque dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que somente em Alagoas 23.506 postos de trabalho formal foram fechados no primeiro semestre deste ano.

Ainda segundo dados repassados pelo cadastro geral, os setores de serviços e comércio foram os principais responsáveis pelo índice negativo. 

Para o economista Lucas Sorgato, os dados negativos do caged surgem principalmente por conta do setor sucroenergético, pois no início do ano o setor  demite aqueles trabalhadores temporários que contrataram para sua época de safra que se inicia no mês de setembro. 

“Geralmente no segundo semestre é possível observar que esses dados tendem a se modificar, isso se deve aos empregos temporários de final de ano e natal, principalmente já que são as épocas de maiores vendas”, explicou o economista. 

Lucas destacou ainda que ao mesmo tempo em que reduziu a taxa de pessoas que estão desocupadas no estado, acabou aumentou a 
taxa de pessoas que estão trabalhando de maneira informal ou por conta própria. “Essas pessoas que trabalham de maneira informal ou por conta própria acabam ganhando uma remuneração menor, fator esse que impacta de maneira negativa na economia do estado”. 

O Trabalho Informal em Alagoas 

Dados obtidos pela reportagem do Cada Minuto mostram que somente em 2019, mais de 12 mil pessoas já dirigiram com o aplicativo da Uber em Maceió e buscam principalmente complementar a renda ou é a principal forma de ganhar dinheiro. Ainda segundo a empresa que presta serviços de viagens em carros particulares, esse número representa um crescimento de quase 30% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O economista Sorgato mostra que esse tipo de emprego acaba prejudicando o desenvolvimento da economia. “Essa renda mais baixa faz com que o dinheiro circule menos na economia e se esse dinheiro circula menos acaba gerando um efeito negativo, pois o comercio vende menos, os serviços vendem menos e circula ainda menos dinheiro. É um efeito vicioso muito perverso para a economia”, pontuou. 

Foto: Reprodução / Internet
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O motorista de aplicativo, Rogério Lins, que foi demitido do emprego em fevereiro deste ano disse que a renda ainda mesmo que informal tem ajudado muito nas despesas de casa. “Tive uma queda no meu orçamento de quase 40%, pois antes era algo fixo e aqui não, cada dia é um desafio e um dia incerto, mas graças a Deus tudo tem dado certo e mesmo no aperto tenho conseguido fechar o orçamento mensal da minha família”.  

Rogério que antes trabalhava em um escritório de administração, disse que espera que tudo possa mudar para melhor. “Deito todas as noites e sonho com o dia em que vou voltar a ter meu emprego fixo e não fique me preocupando de maneira tão intensa com o orçamento". O motorista disse ainda que caso consiga um emprego fixo poderá continuar na atividade como uma renda complementar. “Não é um trabalho difícil, posso até continuar dirigindo aos finais de semana para complementar a renda de casa, mas não quero que seja a única e principal renda”. 

Questionado de como esse cenário pode ser revertido, o economista explicou que o país vive um momento de dificuldade econômica, alto nível de desempregados e com isso é muito complicado reverter, mas qus nao é impossível. 

“O estado tem que buscar alternativas para solucionar isso, gerar emprego, gerar renda, fazer investimentos de infraestrutura necessários na lógica de atração de investimentos e de empresas para o estado, buscar mecanismos para que você possa dar maior segurança socioeconômica para população, mas é um caminho realmente um pouco difícil, pois ele não é de curto prazo, principalmente para Alagoas que é um estado mais carente tanto em seus dados sociais quanto em seu aspecto financeiro, apesar do estado está demonstrando avanços muito significativos”, finalizou Sorgato. 

*Estagiário sob a supervisão da editoria

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