Central das Notícias
Notícias, vídeos e humores
closeDownload
Baixe agora!
share icon

Para analistas, estatais ainda têm bom potencial com privatizações

Estadão

Os planos do governo de privatizar subsidiárias e controladas de empresas estatais, além da recuperação econômica, são fatores que devem impulsionar ainda mais as ações de Petrobrás, Eletrobrás e Banco do Brasil neste ano. Esses papéis já experimentam trajetórias positivas desde o final do ano passado, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, mas segundo analistas, ainda há um bom potencial de valorização.

Segundo Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, esse movimento de venda de subsidiárias e até mesmo de participações detidas por estatais, como foi o caso da venda de ações da Petrobrás detidas pela Caixa, deve continuar e até mesmo se intensificar nos próximos meses.

Por isso, o profissional acredita que ainda há potencial para alta dos papéis dessas empresas. “Principalmente pelo fato de que no preço justo atual calculado pelos analistas não está contemplada a plena recuperação da economia, que deve ser observada mais adiante. Além disso, a venda de ativos por parte das estatais traz junto um uso mais racional dos recursos”, explica.

O economista-chefe do ModalMais, Alvaro Bandeira, afirma que a intenção do governo de vender participações acionárias em empresas é bastante oportuna, mas o processo deveria ser aprofundado. “O governo deveria sair do controle e da gestão, deixando para o setor privado a administração das empresas.”

Mesmo com essa ressalva, Bandeira também enxerga uma boa perspectiva para as ações. “Além das privatizações, são necessários novos aportes de recursos dos acionistas para modernização e expansão das atividades. Ainda assim penso existir possibilidades de valorizações dessas empresas, a partir de ganhos de eficiência e melhor equacionamento financeiro.”

Para André Ferreira, analista da MyCap, o processo de diminuir a participação do Estado nas empresas é interessante por diminuir a possibilidade de ingerências. “Assim, as empresas passariam a focar em geração de fluxo de caixa agregando para o investidor e para o crescimento da empresa.”

Com a virada de mês, muitas corretoras fizeram alterações nas carteiras recomendadas. A XP substituiu JBS ON por EDP Energias do Brasil ON. Segundo a equipe de analistas da corretora, a ação negocia com um desconto injustificado.

A Guide trocou IRB Brasil Re ON por Lojas Americanas PN, diante da recuperação dos resultados operacionais da varejista, melhoria da alavancagem operacional e múltiplos atrativos.

O BB Investimentos só manteve Bradesco PN no portfólio, que conta agora com Cyrela ON, Cia. Hering ON, Movida ON e Iochope-Maxion ON. O Bradesco BBI realizou só uma troca, com a saída de Even ON e a entrada de Vale ON.

A Mirae Asset fez três trocas, com as entradas de Banco do Brasil ON, Cosan ON e Vale ON. A MyCap manteve Itaú Unibanco PN e Gerdau PN, e entraram nas recomendações Eneva ON, Eletrobras ON e Vale ON. A Socopa fez duas trocas, com saídas de Hypera ON e BRMalls ON, e a inserção de GPA PN e Metalúrgica Gerdau PN.

A ModalMais trocou todas as recomendações, e a carteira tem Bradesco PN, Banco do Brasil ON, BR Distribuidora ON, Fleury ON e Gerdau PN. A Nova Futura também trocou toda a lista, com BRF ON, Eletrobras PNB, Cia. Hering ON, Usiminas PNA e Embraer ON.

Expectativa de alta do Ibovespa segue majoritária

O Termômetro Broadcast Bolsa mostrou um leve recuo na fatia das instituições que esperam alta para o Ibovespa na próxima semana (1.º a 5 de julho), em relação ao levantamento anterior. Entre 29 respostas, a percepção de que a semana será de ganhos representou 62,07% do total e de que será de perdas, 13,79%. Na última pesquisa, a previsão de alta atingia 70,00% do universo, e de queda, 13,33%. Os que esperam estabilidade são 24,14%, ante 16,67% no Termômetro anterior. O levantamento tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do Ibovespa na semana seguinte. Nesta semana, o índice da B3 registrou queda de 1,02%. 

A próxima semana, que abre o segundo semestre, concentra a agenda tipicamente forte de indicadores de começo de mês, com destaque para o relatório de emprego nos EUA referente a junho, na sexta-feira (5). Na véspera, os mercados em Wall Street não vão funcionar em razão do feriado da Independência.

Outro fator importante a direcionar os negócios será o resultado do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, para tratar de comércio, durante a cúpula do G-20, que termina hoje no Japão. “A reunião será acompanhada com grande expectativa pelos mercados, uma vez que um possível acordo pode amenizar a desaceleração da atividade econômica, não apenas na Ásia e Europa, mas também nos EUA”, afirmaram os economistas do Bradesco, em relatório.

No Brasil, os investidores mantêm as atenções em Brasília, à espera da votação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, prevista para a semana que vem. Entre os indicadores, são aguardados os números da indústria de maio e da produção e vendas de veículos de junho, que ajudarão os analistas nas projeções para o PIB do segundo trimestre.

Ver fontes Baixe!